sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Almeida Garrett

João Baptista da Silva Leitão, “Almeida Garrett”, nasceu no Porto em 1799. Ai passou a primeira infância, num ambiente burguês que lhe deixaria gratas recordações.  
 Aos dez anos de idade parte com a família para os Açores, onde inicia a sua formação literária.
Em 1816 ingressa na Universidade de Coimbra, para seguir estudos de leis. Ainda estudante, participa no movimento conspirativo que conduziria a revolução de 1820. Paralelamente despontava a vocação literária. Em 1821 surgia o seu primeiro livro, “O retrato de Vénus”, um ousado poema que lhe valeu um processo em tribunal.
Garrett foi obrigado a deixar o país (1823 a 1826), situação que repetiria pouco tempo depois (1828 a 1830). A permanência em França e Inglaterra permitiu-lhe o movimento cultural europeu na sua dimensão artística e etiológica.
No regresso a Portugal, em 1832, Almeida Garrett vai desempenhar um papel importante no programa de educação cultural Setembrista. Cria a inspecção-geral de teatros, do conservatório de arte dramática e do futuro teatro nacional, fundou também “ O Entreacto”, jornal de teatros e leva a cena um Auto de Gil Vicente.
Durante os anos 40, afasta-se da vida política, originando a criação literária Garrettiana.
Em 1851 regressa ao parlamento e consagrado visconde.
Morreu a 9 de Dezembro de 1854.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Demagogia

A palavra demagogia é de origem  grega, dmaggos, que significa líder popular, e dmos, que significa povo
A Demagogia é a habilidade de conduzir os ouvintes a uma falsa situação. É expressar ou indicar algo que não pode ser colocado em prática, apenas com a intenção de obter um auxílio ou uma compensação.
O melhor exemplo de demagogia é as promessas dos políticos durante as campanhas eleitorais, são habitualmente rotuladas como demagógicas, quando aparecem como irrealizáveis.

Sermão de Santo António aos Peixes- cap. VI


O capítulo VI é a Peroração (conclusão) do texto argumentativo. Padre António Vieira pretende que os ouvintes se convertam.
Os peixes possuem qualidades diferentes dos homens, não ofendem a Deus através da memória, da linguagem e da vontade, possuem um instinto melhor que o livre arbítrio dos homens, e cumprem o objectivo da sua criação por Deus.
Já os homens ofendem a Deus, quer através da linguagem, da memória, da vontade, e do pensamento e por estes motivos não cumprem o fim para que foram criados.
Este capitulo do é importante pois monstra que os peixes são melhores que os homens.

Sermão de Santo António aos Peixes- cap. V

Neste capitulo Padre António Vieira critica os vícios de quatro peixes em particular:
Os Roncadores – caracterizam-se pelo grande barulho que causam provocando irritação e divertimento simultaneamente, são pequenos mas têm muita língua, tem muita arrogância e pouca firmeza sendo exemplo de soberba e orgulho nos homens são dados como exemplo: Pedro, Golias, Caifás, e Pilatos.
Os Pegadores - representam o parasitismo, são dependentes dos grandes, e por esse motivo morrem com eles, são exemplos: Herodes, a sua família, Eva e Adão.
Os Voadores - figuram os ambiciosos e presunçosos foram criados peixes e transformaram-se também em aves.
O Polvo - representa a traição, ataca as suas vítimas sempre de cilada porque se camufla, é mais traidor que Judas visto que usa os seus tentáculos para prender a vítima e a atrair.

Sermão de Santo António aos Peixes- cap.IV

No capítulo IV Padre António Vieira começa a crítica aos vícios dos peixes em geral. Padre António Vieira dá o exemplo dos peixes em que os maiores comem os mais pequenos.
O orador faz uma comparação entre a antropofagia ritual dos Tapuias e a antropofagia social dos homens, considerando esta ultima mais graves que a anterior, porque muitas vezes procuram tanto a exploração que nem os mortos escapam.
Este capítulo demonstra como os homens se deixam iludir facilmente e também porque comprova que estes são traiçoeiros e exploradores.

Sermão de Santo António aos Peixes- cap. III

No capítulo III, Padre António Vieira demonstra as virtudes em particular que os peixes possuem. Ele utiliza quatro exemplos de peixes:
 O Peixe de Tobias – Com as suas entranhas e coração, curou a cegueira do pai de Tobias e expulsou os demónios de Sara.
 A Rémora - liga-se às naus, e como possui muita força leva-as para onde quer.
 O Torpedo - é um peixe que não se deixa ser pescado e estremece o braço do pescador com descargas eléctricas. Este peixe simboliza a palavra de deus.
Quatro-Olhos - um peixe que tem quatro-olhos e por isso está sempre atento e defende-se dos peixes e aves.

Sermão de Santo António aos Peixes- cap. II

Neste capítulo, Padre António Vieira inicia os louvores aos peixes. Para Padre António Vieira os peixes foram as primeiras criaturas formadas por Deus, não se deixam domar e como não possuem pecados conseguiram escapar ao dilúvio.
Padre António Vieira utiliza uma antítese entre os peixes e os homens. Ele concidera que os peixes são melhores que os homens em todos os aspectos, e para demonstrar isso ele utiliza o exemplo de Jonas, um homem que foi salvo pelos peixes.